...E, na volta às aulas, uma cena se repete na entrada das escolas: a
criança chorando, agarrada ao pescoço da mãe ou do pai, enquanto a
professora tenta convencê-la a entrar. Sofrimento? Nem sempre.
Na verdade, em agosto muitos pequenos estão estreando na vida escolar. E
esse começo, tanto para os pais como para os filhos, é repleto de
expectativa, ansiedade, alegria e também receio. Nada mais natural e
esperado do que uma reação que expresse o medo diante do desconhecido.
Já para quem está voltando aos bancos escolares, existe a vantagem da
experiência prévia. Mas mesmo essa turma pode enfrentar um novo período
de adaptação. Daí, as mais diversas manifestações de estranhamento dão
as caras novamente. Isso porque nem sempre a criançada consegue
verbalizar suas sensações e organizar as idéias – e a confusão de
sentimentos é o gatilho para toda aquela cena na porta do colégio.
Quanto mais preparado o seu filho estiver, mais fácil será lidar com a
situação – uma boa conversa sobre o início das aulas ou o retorno é uma
forma de encorajá-lo. Muita calma nessa hora: é essencial que você não
demonstre insegurança diante da separação. Claro que, para isso, é
importante ter plena confiança nos profissionais que você escolheu. E
lembrar-se de que a escola já está preparada para lidar com esse tipo de
reação.
Ali, na entrada, com a proximidade do tão temido momento da despedida,
evite prolongar a angústia. Diga que ele deve ficar lá, dê um beijo
carinhoso e deixe os educadores fazerem o resto. Outra coisa: não minta
nunca. Se disser que vai ficar no portão, fique. Se avisar que precisa
sair, volte no horário combinado. Por fim, evite chantagens – nada de
associar a freqüência às aulas a um presente, por exemplo. Ir para a
escola deve ser uma recompensa.
O chilique ainda pode se repetir algumas vezes, principalmente quando a
criança notar a presença dos pais. Mas acredite: passa. Não estranhe
se, em pouco tempo, seu filho começar a abrir o berreiro na hora de
voltar para casa.
Fonte: bebe.com.br
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